Quarta-Feira, 25 de novembro de 2020.


Tragédia anunciada

Hoje eu quero trazer um alerta sobre como são tratadas as ações preventivas para evitar tragédias anunciadas no Brasil.

Lembram-se das barragens que já causaram tantos prejuízos a centenas de famílias pelo País com desabamentos? 

Se formos analisar a raiz do problema, vamos verificar que faltaram as agências reguladoras do setor fiscalizar as empresas que as operam.

Não é diferente com o setor elétrico. O apagão que está acontecendo no Amapá desde o dia 3 de novembro, não é um caso isolado. E ainda acende um alerta para as privatizações que vem sendo ventiladas.

Recuso-me a acreditar que ninguém sabia que a Isolux não estava cumprindo o estabelecido em contrato com relação à subestação que atende 13 dos 16 municípios amapaenses. A própria Aneel já havia recusado proposta da empresa para a venda de seus ativos por ela não ter honrado prazos e investimentos.

Sabendo que a Isolux não tinha plano B para intercorrências atmosféricas, fica por isso mesmo? Um serviço básico como o fornecimento de energia fica nas mãos da iniciativa privada? Onde fica a função de parlamentares em fiscalizar o Executivo?

De longe, assisto e ouço com o coração apertado os relatos desesperadores dos meus conterrâneos. O abalo emocional, físico e psicológico que vão ficar, dificilmente serão reparados.

Categoria artigos, articulista

Maiara Pires

Jornalista, escritora, coautora do livro "Como a PNL mudou minha vida" e autora do blog asabedoriadoalto.blogspot.com




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