Quinta-Feira, 21 de setembro de 2017.

Inovações Tecnológicas, Riquezas, Panorama Político no Brasil 

A crise monetária internacional atenua e recrudesce porém, não está 
sob controle. Muitos países devem somas astronômicas e alguns não tem 
como 
pagar o que devem... 

Na maioria dos casos, os mecanismos de controle inflacionário e o 
rearranjo das economias de muitos países, não apresenta resultados 
satisfatórios, frente a tantos abusos com o dinheiro do erário. 
Gasta-se demasiado... Gasta-se sem lastro... 

Tenho observado a obstinada política desenvolvimentista chinesa, a 
qual vem engolindo mercados e eliminando centenas de milhares de 
empregos no mundo ocidental, com tecnologias copiadas ou inovadoras, 
mas aliadas a novos métodos de produção e concomitantemente, observo a 
indolência de muitos governos (notadamente o Brasil), para a adoção de 
ações práticas que beneficiem a produção industrial. E isto é de tirar 
o sono. 

Acompanho a performance de nossos homens públicos e, salvo raríssimas 
exceções, é lamentável o medíocre desempenho de nossos políticos de 
todas as esferas de poder. Nos últimos meses só se observa brigas pelo 
poder. 
E os egos nunca estiveram tão inflados... 
Percebo um enorme descaso em servir o país, em servir o eleitor que 
lhe outorgou um poder apenas temporário. 
Esta últimas semanas tem deixado todo mundo embasbacado, com os lances 
de nossos políticos, e é evidente a constatação do baixíssimo nível de 
informação destes senhores que nos representam. Misericórdia! 

O livro de José Schumpeter, editado há mais de 65 anos, “Capitalismo e 
Democracia”, evidencia: 

“Uma incessante revolução nas entranhas da estrutura de produção, 
destruindo implacavelmente a antiga e criando ininterruptamente uma 
nova. Este processo de destruição criadora é a essência do 
capitalismo.” 

Ora, sem dúvida são as inovações tecnológicas junto com o trabalho 
laborioso dos cidadãos, que cria a riqueza responsável pela melhoria 
na qualidade de vida das pessoas. Mas, a inovação sempre produz 
brutal mudança no ambiente econômico e de acordo com Schumpeter, é 
inevitável a destruição das estruturas obsoletas de produção e sua 
substituição por modelos mais eficientes que agreguem tais inovações. 
Ignorar estas premissas é pedir para falir e fazer sumir seu negócio. 
Muitos negócios sumiram nos últimos três anos... 

O mundo ocidental surpreende-se com a dinâmica e o vultoso 
crescimento da economia de muitos países asiáticos, com ênfase para a 
China. 

Tive a oportunidade de visitar a China em 2002, e permaneci lá durante 
duas semanas. Participei de Congressos Científicos, visitei 
indústrias de química fina, fiz algumas reuniões comerciais envolvendo 
agronegócio, e rodei um bocado entre Shangai e Nanjing. 

Foi mais que suficiente para entender que: 

Eles não possuem uma carga tributária exorbitante. 

Eles não possuem juros estratosféricos. 

Eles copiam tecnologias e produtos, não respeitam patentes, mas inovam 
processos produtivos e conseguem qualidade com preço muito 
competitivo. A pirataria é institucionalizada e emprega milhões de 
pessoas. 

Eles possuem respeito pelo cliente e pelo fornecedor. 

Eles não transgridem regras estabelecidas porque a punição é severa. 

Eles se esforçam sobremaneira porque vêem a riqueza premiar esforço dispendido. 

Eles são alegres, trabalham em equipe, se respeitam, e respeitam a hierarquia. 

Eles honram seus pais e dedicam-se muito a família. 

Seus cidadãos ganham menos em termos monetários, porém tem melhor 
qualidade de vida porque o custo de vida é muito mais baixo. Recordo 
que nos hotéis onde permaneci os valores cobrados eram 20% dos valores 
cobrados no ocidente. Inacreditável! 

É hora de começar a copiar estes modelos que vem dando certo... É hora 
de parar com elocubrações que levam a lugar nenhum. 

O país tem pressa! 

Categoria artigos, articulista

João Antonio Pabliosa

Engenheiro Agrônomo pela UFRRJ em 1972. 

Curitiba. Fone: (41)3333-3775 cel. 9635 4220

E-mail: joaoantoniopagliosa@gmail.com




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