Quarta-Feira, 13 de dezembro de 2017.

Exposição Santander: uma bandeira da esquerda

É tudo uma questão de ponto de vista. A exposição Santander-Queermuseu é leviana para quem não concorda com essa ZONA toda que tomou conta do país e para aquelas pessoas que abominam a ideia de a escola levar crianças a esse tipo de exposição, como se estivesse a querer mostrar que é a coisa mais natural do mundo, por exemplo, menino namorar com menino e menina namorar com menina. Mas o fato é que a coisa não é bem assim (respeitar é uma coisa e impor e fazer apologia é outra coisa), e este desvirtuamento da tendência biológica natural, bem dizer forçado a nossas crianças por um politicamente correto irresponsável, certamente trará consequências graves no futuro. 

É claro que esta zona toda não é nova, “o quanto pior melhor” aconteceu também ao longo do tempo em diversas nações. Ela é própria dos períodos revolucionários, ocasião em que LIXO é transformado em arte, e a verdadeira arte é menosprezada, criticada, e até se torna obsoleta. 

A título de exemplo e para ilustrar, destaco este trecho extraído da autobiografia de Stefan Zweig, em que ele nos mostra como estava a Alemanha, após a Primeira Guerra Mundial:
 
“Por puro prazer com a revolta, todos se revelavam contra qualquer forma vigente, até contra a vontade da natureza, contra a eterna polaridade dos gêneros. As meninas cortavam o cabelo tão curto que não se podia distingui-las dos rapazes; os jovens, por sua vez, raspavam a barba para parecerem mais femininos, a homossexualidade e o lesbianismo tornaram-se moda não por pulsão interna, e sim por protesto contra as formas de amor tradicionais, lícitas, normais. Toda forma de expressão da existência se esforçava para impor-se de maneira radical e revolucionária, claro que também a arte. A nova pintura decretou como obsoleto tudo o que fora criado por Rembrandt, Holbein e Velásquez e iniciou os mais loucos experimentos cubistas e surrealistas. Por toda parte foi condenado o elemento compreensível, a melodia na música, a semelhança no retrato, a inteligibilidade da língua...” (Autobiografia: o mundo de ontem, de Stefan Zweig, pág. 269).

Pois é...  “O que foi será; o que aconteceu, acontecerá: nada há de novo debaixo do sol. Mesmo que se afirme: ‘Olha; isto é novo’, eis que já aconteceu em outros tempos, muito antes de nós.”  –  Eclesiastes 1, 9-10.

Categoria artigos, articulista

Ednaldo Bezerra

Estudante de Licenciatura em Letras da UFPE

E-mail: ednaldo.bz650@yahoo.com.br




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