Jornal Evangélico
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Wellington Silva
Articulista e Acadêmico de História/Amapá

 

Visões e necessidades da Amazônia

O 6º Encontro Parlamentar da Amazônia serviu para refletir grandes questões de nosso interesse e principalmente encaminhar soluções para algumas questões cruciais. Já se pensa na criação de um Fórum de Governadores da Amazônia assim como de um Ministério da Amazônia, tamanha é a dimensão territorial da nossa região, seus problemas e necessidades urgentes. O problema é que nós, brasileiros amazônidas, custamos a acordar para combater as coisas ruins que sutilmente vão nos cercando e nos sufocando.

A famigerada política de internacionalização da Amazônia é um claro exemplo da nossa dormência física e intelectual. O senador José Sarney, na qualidade de presidente da República Federativa do Brasil, foi o último dos moicanos a segurar e a vigiar os cadeados e as porteiras da Amazônia contra a cobiça internacional. Não pensem que é recente as invencionices laboratoriais internacionais de penetração e controle de conhecimento científico em nossa região através de ONG’s internacionais. O atual senador José Sarney que o diga.

Este famigerado projeto ganhou corpo através da realização da Eco-92 e da tal Agenda 21, realizada no Amapá em 2000, agenda acompanhada (monitorada) com muito empenho e suspeito interesse de gringos e europeus. Na época tentamos alertar a classe política e a sociedade do que estava porvir. Logo fomos taxados de “persona non grata anti-ecológica”. Era como é até hoje a estratégia de bombardeio contra qualquer um que tivesse a ousadia de acordar e tentar despertar sua comunidade para as futuras amarras de um falso ecologismo exageradamente preservacionsita. Um “ecologismo” hábil nos contornos jurídicos e na execução de uma política ecológica nazista. Política suja que vem imprimindo ao homem amazônico a total penúria e dependência de esmolas dos olhos azuis estrangeiros, sem nenhum retorno da tal sustentabilidade internacional.

O maior exemplo clássico que possuímos é o famigerado Parque do Tumucumaque. Um parque ecológico que até hoje não provou para as comunidades do Amapá a que e em benefício de quem veio. O velho papo furado de Amazônia, pulmão do mundo, não cola mais. Sabe-se que a gringalhada ali manda e desmanda, intimida antigos moradores do local e submete-os a mais completa situação de penúria. Não podem praticar a caça e a pesca de sobrevivência e retirar frutos para comer.

Devemos a FHC e a certas figurinhas carimbadas do Congresso Nacional tudo de ruim de prática política ecológica nazista e entregusita atualmente exercitada na Amazônia. Estas figurinhas são muito hábeis na formação de frentes para ocupação de cargos federais estratégicos. É bom que a Frente Parlamentar comece a se antenar para tais situações, isto se quiser avançar para um verdadeiro e racional processo de desenvolvimento da Amazônia. Preservacionismos nazistas, graves agressões ao meio ambiente e projetos exploradores degradantes, sem retorno social, como o da Icomi, não nos interessam mais. Nada trouxeram de bom.

Com firmeza Waldez Góes definiu a nossa realidade de momento:
“ Não se pode discutir a Amazônia se não discutirmos o homem e a natureza” .

O senador Gilvan  Borges foi enfático:
“ Não faço coro a este falso discurso internacional e a este falso ecologismo” . Referia-se as diversas denúncias de situações de penúria vividas pelas comunidades residentes no entorno do Parque do Tumucumaque e no Vale do Jarí, colheitas mortas de uma tal política de desenvolvimento sustentável.

O que é preciso imediatamente mudar, reavaliar, rever e transformar é a nossa imoral e nazista legislação ambiental, um funesto resultado de empolgação momentânea da Eco-92 e da Agenda 21.
Bom seria também que a Frente Parlamentar da Amazônia estudasse com calma as finalidades operacionais dos Batalhões Ambientais. Que legal se passassem a combater a biopirataria e o tráfico de drogas e de armas, como instrumento armado de apoio a Polícia Federal e ao Exército Brasileiro. Que legal se os Batalhões Ambientais e o Ibama deixassem de perseguir os pobres, ingênuos e inocentes ribeirinhos, pescadores, agricultores e caçadores amazônicos, e se empenhassem em combater o que interessa para nossa segurança e evolução científica e tecnológica. Garanto que toda a sociedade amazônica aplaudiria a idéia.

Esse cara é doido ? Não, e enxergar a realidade mascarada !
Que legal seria se nossas Forças Armadas merecessem um bom olhar, em nível de investimentos razoáveis em termos de aumento considerável de contingente, equipamentos, armas e munições, para melhor guarnecer nossa Amazônia.

Somente uma grande vontade política, com a união e força de todos, pode mudar esses lamentáveis e indignos cenários. Investimentos em conhecimento científico, em ciência e tecnologia e em educação e cultura podem construir um forte tripé de desenvolvimento nacional figurando a Amazônia como grande alavanca do Brasil.      

 



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