Agentes incentivadores da violência
Diante de tantos fatos absurdos de violência que ultimamente
estamos presenciando, tendo como lamentável referência
a banalização da vida, temos de nos perguntar o que
está acontecendo com os valores humanos e quais são
os agentes incentivadores de tanta violência.
Essa reflexão é necessária para todos a fim
de que todos busquem dar a sua contribuição, por
menor que seja, como exemplo de combate contra essa assustadora
onda de violência que sacode o País.
Quais são, afinal de contas, esses agentes incentivadores
da violência ?
Será o materialismo ? É a concorrência exacerbada
? Será a falta de fé, de amor e serenidade diante dos altos e
baixos da vida ? É a falta de caridade, fraternidade, compaixão
e tolerância com o próximo ? É a televisão
? É o vídeo-game ? É a preocupação diária
em ganhar dinheiro e ignorar a educação dos filhos ? É a
escola ? Será a grande falta das saudosas rodas de família ? É a
legislação ? É o esfacelamento da família ?
Quando vejo na televisão notícias de casos escabrosos
como o da menina Isabella, a maníaca torturadora, o monstro
que esmurrou bebê de oito meses, mães que abandonam
seus filhos, crianças violentadas e adolescentes envolvidos
no vício e nos mais variados delitos, sinceramente me pergunto,
para onde estão indo os verdadeiros e bons valores humanos
?
Um professor me disse, certa vez, que o povo brasileiro tem como
herança genética a diversidade comportamental de
revoltados escravos africanos e indígenas, piratas, aventureiros,
prostitutas, malandros, mandatários preguiçosos e
prepotentes, estelionatários, etc. Uma visão muito
forte, bem verdade, que não pode deixar de ter um fundo
de verdade.
Quando a televisão foi inventada, muitos classificaram-na
como coisa banal, achando mais interessante o romantismo do cinema.
O cinema até hoje não perdeu o seu charme e encanto,
contudo, a televisão vem se transformando cada vez mais
em regente imperial de orquestração de modas, manias,
vícios e tendências, digamos, algumas nada aconselháveis.
Não é à toa que muitos preferem as locadoras
de filmes aos finais de semana, sempre lotadas das mais diversas
mentalidades.
Salvo algumas exceções, a fé virou um mercadejar
de interesses. Aceitar Jesus não ocorre mais quando
se vem naturalmente ao mundo, soprado pelo Vento Divino, concebido
pelo amor de mãe. Na “profissão” de fé de
alguns, a errada definição de aceitar Jesus se dá quando
a desesperada e leiga vítima aceita ingressar para o culto,
com 20% a 40% de contribuição obrigatória
de sua renda mensal. Chamamos isso de violência cultural.
Falar em fé e em valores morais, muitos analistas, psicólogos,
padres, espíritas e pessoas comuns argumentam à questão
do materialismo e da completa falta de valores morais e de prática
de fé como razões maiores das brutalidades que estamos
ultimamente vendo na televisão. O caso Isabelle é apenas
mais um caso para a espantosa lista de esfacelamento da família
e dos valores morais humanos.
E, realmente, o Brasil é um País de contrastes, de
circos e palhaços, quando falamos de violência. Aberração é constatar
a postura da OAB e da Associação Nacional dos Jornalistas
em intransigente defesa do “direito democrático” da
tal marcha da maconha. Se Erick Clapton, o consagrado deus da guitarra,
visitou quase todos os negros poços sem fundo, largou o
vício das drogas e mudou a letra da canção
Cocaine (Cocaína) , é porque toda droga é uma
grande droga, uma grande merda suicida.
É triste constatar que muitos pais, principalmente de posses, não
se incomodam mais em acompanhar a educação, o desenvolvimento
e a evolução cultural positiva de seus filhos. O pior é que
muitos dão maus exemplos, só pensam em dinheiro e ainda acobertam
vícios e absurdos dos próprios filhos, para espanto de todos,
como os Nardoni.
Talvez as saudosas rodas de família, a palmatória
da professora, o galho de goiabeira da mãe, o cinturão
do pai, a pressão e a vigilância do irmão e
da irmã mais velha, à mando dos pais, assim como
a educação religiosa e a Educação Moral
e Cívica, estejam fazendo falta na vida de muitos, em tantos
lares estremecidos.
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