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Wellington Silva
Articulista e Acadêmico de História/Amapá

 

Maçonaria, histórica construtora da liberdade

Da Equipe de Articulistas

Alguns pastores evangélicos, talvez por ignorância da construção do processo histórico da humanidade, vem ultimamente provocando violentos ataques contra a Maçonaria, satanizando e ultrajando uma instituição que já prestou inúmeros serviços à humanidade, desde que o mundo é mundo.

Convenhamos, um pouco de leitura não faz mal à ninguém !

Todos devem à Maçonaria a liberdade que todos nós e cada pastor ou professor de faculdade tem de inclusive avacalhar com ela e com importantes vultos históricos nacionais e mundiais.

Essa liberdade não foi construída baseada em baseados de teorias marxistas ditatoriais e muito menos foi alicerçada com radicais linhas de pensamento de caráter religioso sectário, que tanto ela combateu através de séculos e décadas..

Foi uma liberdade construída ás custas do sangue, do sacrifício e da luta de muitos como Martinho Lutero, Tiradentes, D. Pedro I, Barão do Rio Branco, Gonçalves Ledo, Rui Barbosa, Cabralzinho, Frei Caneca, Padre Feijó, Duque de Caxias, Winston Churchil, Abraham Lincoln, George Washington, Robespierre, Rouseau, Danton, Mozart, Listz, Beeethoven, Anderson, De Molay, John Kennedy, Juscelino e tantos outros que não caberia neste espaço descrever.

Queiram ou não aceitar noventa por cento da história mundial, ou muito mais disso, foi duramente construída pela Maçonaria em benefício da humanidade. Noventa por cento dos homens mais retos, cultos e inteligentes que a história mundial já registrou, ou muito mais, foram maçons exemplares, todos capazes de sacrifícios extremos pela causa da liberdade, dos interesses regionais, da igualdade e da fraternidade entre os homens.

Bem antes de se falar ou pensar em pastores evangélicos ela já existia, no Oriente Antigo, na Sagrada Ordem dos Essênios, também chamada de A Grande Fraternidade ou, popularmente, de Homens de Branco. Já existia na Grande Fraternidade Grega e entre os sacerdotes egípcios, eles que protegeram o Divino Mestre, Maria e José. Existia entre os druidas celtas, na Gália Antiga, e na Índia, com os padres brâmanes.

Foi da Sagrada Ordem dos Essênios que herdamos a cultura da missa, a limpeza do corpo e, principalmente, a oração ao Supremo Criador. São João Batista foi essênio, nunca vestiu terno e gravata, nunca cobrou dízimo  para batizar e jamais afirmou que sua doutrina era única no mundo como  salvação. Respeitava e tinha contato periódico com quase todas as ordens iniciáticas de sua época.

O pai do protestantismo, Martinho Lutero, considerado um homem culto genial para sua época, foi rosa – cruz e maçom. Combateu com dureza, sob risco de condenação no tribunal da inquisição, a exploração da fé, invencionices dogmáticas, abusos e arbitrariedades da Igreja na Idade Média, coisa que incrivelmente e lamentavelmente, atualmente, alguns pastore.s evangélicos praticam em nome da fé e da salvação para acumular riqueza.

Não vejo atualmente maior exemplo de ecumenismo, de respeito a  fé e a religiosidade dos povos, de fraternidade, bom senso, diplomacia, franco entendimento entre as raças e claras demonstrações de respeito as mais diversas culturas do que o exemplo plural e sereno de João Paulo II

Nunca verás, caro leitor, um maçom, budista, kardecista, umbandista ou esotérico.te encher o saco na porta de tua casa ou na rua, subestimar a tua inteligência e afirmar que a tua salvação é aceitar a profissão de fé que ele pratica, tudo sob pena de queimares no “ fogo do inferno” .

A esse respeito silencioso de maçons, budistas, espíritas e esotéricos podemos chamar de consciência moral, espiritual ou evolução spiritual.

Não foi fácil edificar no mundo os alicerces e os pilares da liberdade na época da inquisição, de reis déspotas, ditaduras e ditadores, do nazismo e do fascismo. Custou muito caro e custou o sacrifício de muitos, repetimos. A Maçonaria merece respeito pelo seu passado e pelo seu presente. Ela sempre existiu e sempre existirá, enquanto o mundo for mundo, como guardiã ferrenha da liberdade, da paz, da fraternidade e da igualdade entre os homens.

São valores que só o tempo e o vento, de acordo com o processo evolutivo dos povos, a humanidade atingirá sua plenitude. 

 



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