Defesa Civil Estadual continua monitoramento do nível do Rio Araguari






A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cedec) continua monitorando o nível do Rio Araguari, em Ferreira Gomes, que na manhã desta terça-feira, 10, voltou a subir chegando a 2,60 metros, 40 centímetros acima do nível considerado normal. As fortes chuvas que caem na cabeceira do rio têm provocado a elevação das águas. Com isso, há necessidade de abertura das comportas das hidrelétricas, o que causa alagamentos das áreas mais baixas do município de Ferreira Gomes, na região centro-oeste do Amapá.

De acordo com o chefe da Seção de Operações da Cedec, major Pelsondré Martins, o rio atingiu o maior nível às 15 horas do último domingo, 8. Ele acrescentou que a equipe da Defesa Civil Estadual, que havia se deslocado para o município no sábado, retornou no fim da tarde de segunda-feira, 9. “Neste momento, seguimos acompanhando a situação juntamente com a Defesa Civil Municipal, que está fazendo o monitoramento do rio, a cada duas horas, e nos informando a situação”, explicou Martins.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, não há desalojados nem desabrigados. Aproximadamente, 130 pessoas foram atingidas pelo alagamento. “As famílias afetadas pelo alagamento foram orientadas pela Defesa Civil a deixarem suas residências e se alojarem em casas de parentes e amigos, mas elas preferiram permanecer em suas casas”, acrescentou o major.

Por volta de 9 horas desta terça-feira, a Defesa Civil foi informada sobre a vazão difluente da Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão em 2.835 metros cúbicos de água por segundo. “Há um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelas hidrelétricas da região que as obrigam a informar a Defesa Civil sobre qualquer situação desta natureza para evitar problemas maiores para os municípios por onde o rio passa”, explicou o oficial.

O remanejamento das famílias atingidas para um local seguro e o auxílio com cesta básica, água potável, material de higiene pessoal, kit limpeza e - dependendo do caso -, colchões, são algumas das ações imediatas que poderão ser adotadas, caso a situação na área se agrave.

Por: Ailton Leite /  Foto: Marcelo Loureiro / Secom

 



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