BIOPARQUE DA AMAZÔNIA E IBAMA ESTABELECEM PARCERIA INSTITUCIONAL PARA RECEBIMENTO DE ANIMAIS

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Nesta segunda-feira (22), o diretor-presidente do Bioparque, Marcelo Oliveira, recebeu a visita do superintendente do Ibama/AP, Alcemir Jorge Cunha e da superintendente substituta, Marinete Souza Pantoja, para discutir os detalhes a respeito da parceria técnica do manejo de animais silvestres para o parque, entre eles um exemplar de peixe-boi adulto.

A transferência do animal para o Bioparque se dará em função do estabelecimento de metas e contrapartidas entre o parque e o Ibama, entre elas a adequação do local, criação e execução de projeto de educação ecológica voltado para a população e liberação da doação do animal pelos órgãos competentes.

No encontro, a equipe do Ibama expressou o interesse na transferência do animal para o Bioparque e isso vem para potencializar a educação ambiental e a pesquisa no local.

“Hoje o Bioparque é um centro de estudos sobre o manejo e cuidados com os animais da Amazônia e trazer o peixe-boi para o parque contribui com a pesquisa e a educação ecológica em nossa cidade”, declarou o superintendente do Ibama.

Durante a reunião foi apresentado o plano de manejo dos animais e de que forma o Bioparque trabalha a fim de cumprir as normas técnicas para o recebimento de animais.

“Mostramos a capacidade técnica que o parque tem, bem como onde será construído o local que abrigará o peixe-boi. É uma área formada por um lago natural, que passará por adaptações para receber o Victor Maracá, que passará a fazer parte do local”, explicou Marcelo Oliveira.

O Peixe-Boi Victor Maracá
Atualmente o Bioparque da Amazônia realiza o manejo de dois peixe-bois, a Perpétua e o Buriti de nove e seis meses, respectivamente, que foram encontrados na bacia hidrográfica do Rio Amazonas.

O manejo dos animais é com o objetivo de soltura. Ele é realizado em colaboração com o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos (GPMAA), do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

O peixe-boi Victor Maracá foi encontrado encalhado em 2013 na região litorânea do Estado, nas proximidades do município de Amapá. Ele tinha cerca de um metro de comprimento e 19 quilogramas. Após 6 anos de manejo, em 2019 foi realizado o processo de soltura do animal, no qual não foi obtido sucesso. Por isso o peixe-boi precisou ser reconduzido para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, do Ibama. Agora, com mais de 300 quilos, o Victor Maracá necessita de um espaço maior.

 

Lucas Costa
Fundação Bioparque da Amazônia / Foto: Vinícius Mendonça / Ibama

 



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