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15/12/2012

Mulheres escalpeladas denunciam assist

 

Denúncias encaminhadas à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa relatam infecções e sequelas provocadas por rejeição a dispositivo que expande a pele


Mulheres vítimas de escalpelamento que foram submetidas a cirurgias reparadoras denunciaram que estão sem assistência do Governo do Estado. Ancorado na situação das pacientes, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) protocolou uma denúncia junto à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
 
O documento pede providências dos parlamentares e diz que “algumas vítimas estão passando por problemas sérios de saúde, com cirurgias infeccionadas, depressão devido aos cortes e sequelas deixadas no rosto das pacientes, justamente por não haver esse acompanhamento pós-cirúrgico”, diz um trecho da denúncia.

“Vamos ouvir todas as partes e verificar se a denúncia realmente tem fundamento”, declarou Cláudia Roberta, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. 

A reportagem de a Gazeta tentou contato com duas pacientes que estão na situação descrita na denúncia. Ambas estavam hospedadas num hotel de Macapá, onde nossa equipe foi barrada sob a alegação do gerente de que é preciso autorização da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims). Depois disso as duas foram separadas.

Uma paciente foi encaminhada ao Hospital de Clínicas Alberto Lima e a outra permanece no hotel. Socorro Pelaes, a paciente que foi levada para o hospital, diz ter rejeição ao expansor. “Fiquei viúva logo após a cirurgia, tenho quatro filhos para criar, tenho que trabalhar. Eles vão dizer que a rejeição aconteceu porque tive que voltar à minha vida normal. E as outras? Teve gente que perdeu o pouco que ainda tinha de cabelo. A Lindaci está com a cabeça totalmente infeccionada. E as outras estão com medo de falar”, desabafou.  

Outro dado revelado no relatório entregue junto com a denúncia é que 85% dos acidentes acontecem com mulheres ribeirinhas que utilizam embarcações no Amapá. E que depois do acidente as vítimas enfrentam abandono familiar, discriminação, desemprego e falta de acompanhamento psicológico pós-tratamento.

Temor e medo
Cinquenta e três mulheres foram submetidas às cirurgias realizadas em maio deste ano. Desse total, 48 recebem algum tipo de benefício da Sims. Para o Comdim, a maioria prefere se calar por temer o desligamento dos programas assistenciais do Governo do Estado.

“O nosso objetivo com esta denúncia é pedir para que os deputados possam ajudar mais de perto nesta fiscalização. A Socorro está com uma infecção bastante grave há três meses. Tem mulher que mandou retirar o expansor e outras desistiram da cirurgia por medo de ficar com sequelas que não tinham”, enfatizou Leila Viana do Carmo, presidente do (Comdim).

Segundo médicos, índice de complicações é baixo
Integrantes do mutirão da Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP) que estão novamente no Amapá, explicaram que houve processo inflamatório em alguns casos

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Saúde negou a falta de apoio às vítimas de escalpelamento submetidas ao mutirão de cirurgias reparadoras, oferecido pelo Governo do Estado em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP) e Defensoria Pública da União. E informou que as pacientes recebem acompanhamento diário da evolução do procedimento cirúrgico de médicos e enfermeiros da Secretaria.

Especialistas responsáveis pelas cirurgias reparadoras também se manifestaram a respeito da denúncia. Eles estão no Amapá para realizar mais uma etapa da ação. “Não houve infecção e sim um processo inflamatório decorrente do expansor. Cada paciente terá uma reação diferente porque depende do metabolismo de cada um e, principalmente, se seguiram as recomendações para que se recuperem sem transtornos”, justifica o cirurgião plástico, Rodrigo d’Eça Neves e professor universitário em Santa Catarina que coordena uma das equipes de médicos voluntários participantes da ação humanitária.

O coordenador nacional dos Mutirões da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Pedro Martins, considerou baixo o índice de complicações no pós-cirúrgico. Nesta etapa, ocorrerá a retirada do expansor cutâneo e o avançamento do couro cabeludo para cobrir a área que foi escalpelada. Martins adiantou que nesta fase será feito um planejamento para cirurgias de reconstrução da orelha, uma novidade no Mutirão da SBCP que atua voluntariamente na recuperação da autoestima das vítimas de traumas no Brasil e no mundo.

Expansor de pele 
Em algumas cirurgias plásticas é necessário se ganhar pele local para cobrir um defeito com perda de substância, perda de pele ou para avançar pele saudável a fim de se retirar uma cicatriz, quer por sequela de queimadura, quer por trauma, através da cirurgia plastica. Nesse caso é utilizado na cirurgia plástica o expansor de pele e o procedimento consiste em pelo menos duas cirurgias: a primeira para se colocar o expansor abaixo da pele sadia, na vizinhança do tecido a ser retirado ou do defeito a ser coberto; a segunda cirurgia plástica ocorre cerca de três meses depois, com a retirada do expansor de pele e avançamento da pele sobre a cicatriz ou o defeito. Nesse intervalo entre as duas cirurgias plásticas, é realizado o processo de expansão da pele, com uma injeção semanal de soro fisiológico. (Márcia Serrano/aGazeta)

 

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