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GERAL

30 de junho de 2009

Conjunto da Ego: Governo e Caixa solucionam impasse
Contratos de financiamento dos imóveis serão assinados na próxima quinta-feira, 2

As 322 famílias que moram no Conjunto da Ego, zona sul de Macapá, vão ter a situação das casas regularizada junto a Caixa Econômica Federal. A notícia foi confirmada durante um encontro entre o secretário especial de Governadoria, Coordenação Política e Institucional, Alberto Góes, e a superintendente da Caixa Econômica Federal, Maria Celeste Teixeira, no Palácio do Governo, na tarde desta sexta-feira, 26. A reunião tratou dos detalhes da solenidade de assinatura dos contratos de financiamento que será na próxima quinta-feira, 2 de julho, às 10 horas, no Setentrião.

A vinda da presidente da Caixa Econômica Federal ao Amapá para regularização do Conjunto Habitacional da Ego é fruto de um convite feito pelo governador Waldez Góes durante reunião em Brasília no final do mês passado.

A assinatura dos contratos coloca fim a um impasse que começou na década de 90 e já dura quase 20 anos. As casas começaram a ser construídas pela Empresa Geral de Obras, do Ceará. Porém, problemas financeiros levaram a empresa a decretar falência e, consequentemente, a abandonar a obra. Por conta disso, os imóveis foram ocupados. A partir daí, iniciou-se uma batalha judicial para determinar a propriedade dos imóveis.

“Houve um interesse de todos. Essa união de forças encabeçada pelo Governo do Estado, junto à Caixa, foi determinante para que chegássemos a esse final positivo. A Caixa Econômica se convenceu que esta era uma questão social e que precisava ser resolvida”, disse Alberto Góes.

Das 322 famílias que moram no conjunto, 20 irão pagar à vista. As demais poderão financiar os imóveis em até 20 anos. Sendo que 67 delas vão ter as unidades financiadas com apoio do Estado. Ou seja, o Governo vai depositar uma caução no valor do imóvel. Uma espécie de garantia do pagamento da dívida. Cada casa foi avaliada em R$ 20 mil sem considerar o tempo e nem os investimentos feitos nos imóveis.

“Vamos analisar a situação de cada família. A parte mais difícil já acertamos com o Governo, que eram as famílias que não tinham condições de fazer financiamento. Agora é só esperar o dia 2 de julho para entregar a documentação para dar a quitação ou carta de crédito”, disse a superintendente Maria Celeste.

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