Preso por matar jovem em área de mata do Exército no AP afirmou que queria assaltar a vítima

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Detido por matar uma estudante de 23 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 12 de janeiro em um matagal na área do Exército em Macapá, o principal suspeito do crime declarou à polícia que é usuário de drogas e que tinha a intenção de roubar Leicheievena Silva Rodrigues. Ele foi preso preventivamente na quinta-feira (23).

O delegado Fábio Araújo, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), da Polícia Civil do Amapá, declarou que a instituição não acredita nessa versão do suspeito. O caso segue em investigação.

Nesta sexta-feira (24), Araújo detalhou como a polícia chegou até a prisão do suspeito, que tem 28 anos de idade. Ele foi identificado dois dias após o crime, no dia 14 de janeiro, com ajuda de câmeras de monitoramento próximas ao local do homicídio, no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste.

O homem preso atua de maneira ilegal como mototaxista. Ele usa um veículo legalizado de mototáxi, mas não tem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A polícia afirmou ainda que ele passou 7 anos preso no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) do Amapá, por crime contra o patrimônio, e recebeu liberdade recentemente. O G1 consultou no site da Justiça do Amapá que ele foi condenado em 2010 por roubo de celular.

Ainda no judiciário, o homem declarou que em 2019 cursou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Estadual Reinaldo Damasceno, mesmo local e modalidade de ensino que Leicheievena estudava. Para a polícia ele declarou que não a conhecia.

O que a polícia já conseguiu confirmar é que o homem chegou ao local com a vítima na moto, ainda viva, e a levou para dentro do matagal, na madrugada do dia 12. Após cerca de 30 minutos, ele sai da área do Exército e vai embora. O tempo que ele passou no local chamou a atenção da equipe.

O preso também declarou à polícia que chegou em casa ensanguentado e contou à esposa que matou uma mulher.

Segundo Araújo, o laudo da Polícia Técnico-Científica (Politec) aponta que Leicheievena foi morta com 4 golpes na cabeça, todos feitos com um pedaço de madeira - que foi recolhido do local do crime no dia 12.

Além disso, como ela foi encontrada nua, a investigação apura a possibilidade de estupro. O laudo apontou prática de relação sexual recente e, por isso, a polícia avalia se foi com o principal suspeito do crime.

O delegado acrescentou que, apesar de ele ter sido identificado no dia 14, a prisão foi cumprida cerca de 10 dias depois porque era aguardada a autorização da Justiça.

O homem foi detido pelo Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) numa residência no bairro Novo Horizonte, na Zona Norte. Ele foi indiciado pelo crime de homicídio doloso, com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A área do Exército onde o corpo foi encontrado fica localizada atrás da escola onde os dois estudavam.

 

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2020/01/24/preso-por-matar-jovem-em-area-de-mata-do-exercito-no-ap-afirmou-que-queria-assaltar-a-vitima.ghtml / Foto: Wedson Castro/Rede Amazônica

 



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