MPF e PF atuam contra organização criminosa responsável por tráfico de animais silvestres

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Investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) contra organização criminosa acusada de tráfico internacional de animais ganhou nova etapa na manhã desta sexta-feira (30). Cerca de 40 policiais federais participam de nova fase da Operação Marraquexe, que investiga a comercialização ilegal de espécies silvestres, exóticas e em extinção. Com autorização da Justiça, a pedido do MPF, são cumpridos cinco mandados de prisão e dez de busca e apreensão em cinco estados.

O cumprimento das medidas de prisão se dá nas capitais Macapá, Rio de Janeiro e São Paulo. Buscas e apreensões também ocorrem nas três cidades e em Campo Grande (MS), Castelo (ES), Lavrinhas (SP) e Pindamonhangaba (SP). Na ação, a PF localizou diversos animais, especialmente cobras. Órgãos ambientais estaduais deram apoio para o devido encaminhamento das espécies encontradas.

A ação é um desdobramento da Operação Marraquexe, deflagrada em 2018, quando as investigações demonstraram que um homem, em Macapá, comandava uma rede de tráfico internacional de animais exóticos, em especial répteis. As negociações de compra e venda dos animais eram feitas pela internet, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens.

A análise do material colhido à época mostrou um complexo esquema de compra e venda das espécies e a existência de uma organização criminosa de maior proporção do que se imaginava inicialmente. Conversas analisadas nos celulares apreendidos, com autorização da Justiça, demonstraram negociações entre brasileiros, de diversos pontos do país, e estrangeiros. As apreensões ocorridas na nova fase da operação buscam aprofundar as investigações iniciadas em 2018.

Concluídas as investigações, que seguem sob sigilo, o MPF adotará medidas judicias com a finalidade de responsabilizar os envolvidos no esquema. Por ora, há indícios da ocorrência de organização criminosa, tráfico internacional de animais e receptação qualificada. A análise do material apreendido pode indicar a prática de outros ilícitos.

* MPF/AP Com informações da PF

Imagem: Divulgação PF

 



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