MP-AP lança campanha para reforçar denúncia no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes durante e pós-pandemia da Covid-19

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O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-IJ), lança campanha para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. A campanha chama a atenção, questionando “Quantas infâncias ainda serão perdidas dentro do próprio lar?”, alertando para as ocorrências nesse período de isolamento social em decorrência da Covid-19, com a divulgação massiva dos números e endereços para denúncias desse tipo de ocorrência.

A ideia surgiu como proposta das Promotorias da Infância de Macapá e Santana com apoio do CAO-IJ, durante reunião virtual, realizada no mês de julho, com os representantes dos Conselhos Tutelares das Zonas Norte e Sul da capital. Os conselheiros foram alertados sobre os casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes durante a pandemia de coronavírus e chamados a elaborar estratégias de atuação, durante e pós-pandemia.

O promotor de Justiça Alaor Azambuja, coordenador das Promotorias de Defesa dos Direitos da Infância e Juventude de Macapá, falou que com essa a campanha será reforçada a divulgação do Disque 100 e outros meios para recebimento de denúncias

O secretário-geral do MP-AP e titular da Promotoria da Infância de Macapá, Alexandre Monteiro, apoiou, dando aval para que a Assessoria de Comunicação preparasse todo o material, sem custo de produção, utilizando os canais oficiais do MP-AP e possíveis parcerias para disseminação do material informativo.

Para o promotor de Justiça da Infância e Juventude de Santana e coordenador do CAO-IJ, Miguel Angel Ferreira, a preocupação em alertar a população é pelo fato de ser uma demanda silenciosa, que é agravada nesse período de pandemia com a suspensão das aulas presenciais. “A escola é a grande porta das denúncias. Como não há essa interação social da criança, que está em confinamento dentro de casa, a situação fica mais preocupante porque é justamente nesse ambiente a maior incidência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Por isso é preciso agir”, manifestou Miguel Angel.

A campanha consiste em divulgar endereços e números para recebimento de denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, por meio de postagens nas redes sociais, cartazes e vídeo web; também conta com o apoio da rede escolar para relatar os casos denunciados pelas crianças e adolescentes no retorno das atividades acadêmicas.

 


Texto: Vanessa Albino

 



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