Governo do Estado monitora alagamentos em Laranjal do Jari






O Governo do Amapá enviou nesta segunda-feira, 16, uma força-tarefa para o município de Laranjal do Jari, na região Sul do Estado, para prestar assistência às famílias atingidas por alagamentos provados pela cheia do Rio Jari. Foram deslocadas equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e secretarias de Inclusão e Mobilização (Sims) e de Educação (Seed), para executarem um plano de ação junto com o Município, que decretou Situação de Emergência.

As chuvas que caíram na região, principalmente na cabeceira do rio e na sede da cidade, elevaram o nível do rio e na manhã desta segunda-feira, atingiu 2,32 metros. Os bairros Malvinas, Centro, Santarém e Sumaúma, foram atingidos pelos alagamentos e 12 famílias tiveram que deixar suas residências. Elas foram abrigadas na quadra da Escola Estadual Mineko Hayashida.

Outras trinta pessoas estão na casa de parentes. Escolas do estado e município, comércios e alguns órgãos públicos paralisaram as atividades em função dos alagamentos.

Mobilização

O coordenador estadual da Defesa Civil, cel. Wagner Coelho, informou que todas as medidas necessárias para garantir a devida assistência à população afetada, estão sendo tomadas. "Há mais de duas semanas, nossa unidade operacional interagiu com os técnicos da Prefeitura de Laranjal do Jari e viemos monitorar a situação juntamente com a Defesa Civil Municipal”, frisou.

O coronel acrescentou que foram mobilizados mais recursos técnicos e de logística, como caminhões, caixas d'água e produtos químicos, para ajudar na distribuição de água potável, principalmente, para a população da área ribeirinha, que está sendo mais atingida.

A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) também está agindo para dar suporte às famílias. As áreas ribeirinhas serão assistidas com distribuição de água e tratamento de hipoclorito. A Sims está levantando as necessidades dos afetados para a distribuição de cestas básicas e colchões.

O prefeito de Laranjal do Jari, Márcio Serrão, ressaltou que o nível do rio Jari está muito mais elevado que o ano anterior, sendo esse, o principal motivo para a situação de emergência. "Comparado a 2017, o volume de água no Rio Jari é muito maior. Porém, com a quantidade de desabrigados e desalojados é inferior”, frisou o gestor.

Enquanto 2017 registrou 2,22 metros do volume de água, 2018 alcançou 2,32 até esta segunda-feira. Já em relação ao número de afetadas, 2017 registrou 28 famílias, enquanto que, em 2018, foram 12 até o momento, além das 30 pessoas desalojadas.

Colaboradores: Ailton Leite, Simone Guimarães

 



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