Integração entre as polícias estaduais possibilita solução de crimes no interior






A ação integrada entre as forças policiais do Amapá possibilitou a solução rápida do crime que chocou a uma das mais pacatas comunidades interioranas do Estado.

O trabalho conjunto das polícias Civil (PC) e Militar (PM) solucionou por completo, em apenas duas semanas, a morte do tabelião Manoel Queiroz Barbosa, de 50 anos. A vítima foi assassinada dentro de casa. O crime ocorreu no dia 26 de junho, na calma Vila Progresso, comunidade do Arquipélago do Bailique.

Segundo o delegado José Neto, da Delegacia Integrada Distrital (DID), quatro suspeitos envolvidos diretamente na morte do tabelião foram identificados. Três deles já estão presos e o quarto é procurado. Os dois que foram capturados pela PM na manhã desta nesta quinta-feira, 13, no Bailique, devem chegar no final da noite à capital para prestar depoimento. A PC acredita ter elementos suficientes para concluir o inquérito e encaminhar a denúncia ao Ministério Público.

Além desse caso, o delegado José Neto destacou que a cooperação entre as polícias tem possibilitado a solução de 100% dos inquéritos abertos na DID nos últimos três anos. Além disso, o delegado ressaltou, também, a contribuição da população com as investigações. Segundo ele, as denúncias sobre o caso do tabelião levaram as polícias a chegar com mais agilidade aos suspeitos.

“Essa integração com a PM foi essencial. Nós só logramos êxito em razão desta parceria entre a Polícia Civil e a Polícia Militar. Especificamente neste caso, o tenente Bryan e sua equipe foram muito solícitos, realizaram todas as diligências e capturas que solicitamos. Mas a parceria também se estende à toda nossa área de cobertura. A cooperação com os comandos da PM, nessas áreas, tem nos permitido que nenhum crime fique sem solução, desde que estou aqui, há três anos”, reforçou o delegado.

Ele também frisou que os investimentos do governo nas novas instalações da DID e no reaparelhamento do Departamento de Polícia do Interior (DPI) – divisão da Polícia Civil que gerencia a DID – têm proporcionado mais agilidade nas investigações e reforço na parceria com a PM.

No fim de maio, o governo do Estado apresentou o resultado do investimento R$ 736 mil no sistema de defesa. Além da nova estrutura da DID, o governo entregou viaturas, coletes e embarcações para as polícias Civil e Militar.

“A nova estrutura nos deu um ambiente de trabalho que permite mais organização, o que facilita e deixa mais rápido o nosso trabalho e, também, melhora o atendimento à população. As viaturas que foram entregues ao DPI também dão apoio incondicional, quando precisamos nas nossas investigações”, assegura José Neto.

O crime

Manoel Barbosa foi encontrado morto na casa onde morava sozinho, na manhã do dia 26 de junho. O corpo apresentava ferimentos feitos à faca. Uma semana depois, o primeiro suspeito foi preso. A partir do depoimento dele, a Polícia Civil, com o apoio da PM, chegou aos outros três suspeitos.

As investigações também concluíram que se trata de um latrocínio (roubo e assassinato). Quantia de R$ 1 mil foi levada da vítima. Conforme a apuração policial, o crime foi premeditado. Dois dos suspeitos foram vistos ingerindo bebidas alcoólicas com o tabelião antes do crime. A vítima carregava consigo um maço de dinheiro, que teria despertado a ganância dos acusados. Após a bebedeira, eles teriam ido à casa do tabelião acompanhados de outros dois comparsas, que também conheciam Manoel.

Naquela noite, a Vila Progresso estava com poucos moradores, porque a maioria havia se deslocado para outra comunidade do Arquipélago onde acontecia uma festividade. Isso dificultou a existência de testemunhas oculares. Os suspeitos teriam sido vistos na festa comprando bebidas.

Por: Elder de Abreu /  Foto: Marcelo Loureiro/SECOM

 



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