Com dúvidas sobre autoria, Justiça libera filho de policial que foi preso por tentar matar a madrasta

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Em audiência de custódia, a Justiça do Amapá concedeu liberdade provisória ao homem de 34 anos preso suspeito de tentar matar a tiros a madrasta de 23 anos. A decisão do juiz Antônio Amoras foi baseada na incompatibilidade dos depoimentos dados à polícia por ele e pelo pai, que é policial civil; há dúvida sobre quem efetuou o disparo.

A liberdade condicional foi concedida na noite de segunda-feira (12). A jovem de 23 anos, que foi baleada no domingo (11) em meio a uma discussão familiar, foi internada no Hospital de Emergência (HE) de Macapá com um tiro na abdômen.

A Polícia Militar (PM) fez a prisão do homem em flagrante, ainda no local do crime.

Na visão do juiz Antônio Amoras, há dúvida em relação a quem fez o disparo e, por isso, o homem não poderia continuar preso.

 

"Compulsando os fatos e fundamentos lançados no APF [auto de prisão em flagrante], verifico que há dúvida em relação à autoria do disparo, sendo certo que a arma pertence ao pai do apreendido, companheiro da vítima, parecendo mais ter sido uma desavença pessoal entre os familiares", descreveu Amoras na decisão.

 

Preso foi levado para a DCCM de Macapá — Foto: Danillo Borralho/Rede Amazônica

 

Em depoimento à Polícia Civil, o pai do homem preso disse que a família estava reunida em um almoço e o filho começou a ingerir bebida alcoólica. Em dado momento, o suspeito teria entrado na casa e ido em direção ao quarto da madrasta, onde, segundo o policial civil, batia na porta com agressividade e xingamentos.

Ainda segundo o pai, ele chegou e pediu que o filho se afastasse, mas o suspeito teria arrombado a porta, puxado a arma da cintura do policial e efetuado os disparos. O pai afirmou que a briga seria por causa de bens materiais, que o acusado dizia pertencer às irmãs e não à madrasta.

Já o suspeito relatou à delegada que houve a discussão entre ele e a vítima, quando o pai sacou a arma e ambos começaram a travar luta corporal. Nesse momento um disparo foi feito e atingiu a vítima.

Para conceder a liberdade provisória, foram determinadas algumas condições ao homem; ele está:

 

  • proibido de sair da cidade por mais de 7 dias, sem prévia autorização do Juízo;
  • proibido de frequentar bares e boates e locais de consumo de bebida alcoólica e drogas;
  • e ainda obrigado a se recolher em casa, todos os dias, das 22h às 6h do dia seguinte.

 

 

Entenda o caso

 

O caso aconteceu na casa da família, localizada no bairro Infraero 2, na Zona Norte da capital, por volta das 18h30 de domingo.

De acordo com o 2º Batalhão da PM, que fez o flagrante, houve uma discussão entre o suspeito e a vítima. Em seguida, ele teria pegado a pistola de calibre .40 da cintura do pai e efetuado três tiros dentro da casa.

A jovem foi baleada com um disparo no abdômen e levada pelo policial civil ao HE. Além da pistola, também foram apreendidos um rifle e munições, que estavam no carro do policial civil.

 

A PM apurou que o suspeito já foi preso por roubo. Ele foi apresentado na Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM) da capital. À polícia civil, a PM também entregou as armas de fogo recolhidas do local do crime.

 

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2020/10/13/com-duvidas-sobre-autoria-justica-libera-filho-de-policial-que-foi-preso-por-tentar-matar-a-madrasta.ghtml / Foto: PM/Divulgação

 



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