MPF cobra explicações do ONS e da CEA sobre mais um apagão no Amapá

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Órgão também quer saber se episódio causa impacto no cronograma previsto para normalização do fornecimento de energia no estado

 

Registro do centro de Macapá durante o apagão. (Foto: Leonardo Hernandez - SJAP/TRF1)

Em ofícios enviados ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o Ministério Público Federal (MPF) cobra explicações sobre o apagão registrado na noite desta terça-feira (17). O segundo blecaute, em um intervalo de 15 dias, deixou sem energia elétrica os 13 dos 16 municípios do estado atingidos da primeira vez. Nos documentos expedidos nesta quarta-feira (18), o órgão fixa prazo de 48 horas para respostas.

Ao ONS, o MPF requisita que se manifeste sobre a nova ocorrência e apresente informações e documentos que esclareçam a causa e a responsabilidade sobre o sinistro, além das medidas tomadas para evitar que o episódio se repita. A CEA deve se manifestar, no mesmo sentido, bem como informar se houve impacto no cronograma previsto para normalização do fornecimento de energia no Amapá, cuja data seria, a princípio, 26 de novembro.

Ainda na terça-feira, o MPF requisitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cópia de ofício da Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) no qual a empresa sinaliza que a prestação do serviço público poderia ser afetada pela situação de pandemia. Além do ofício, o órgão quer também acesso aos demais documentos relacionados à questão, em 10 dias. No mesmo prazo, o MPF aguarda que a Aneel apresente o Relatório de Análise de Perturbação sobre o apagão no Amapá, que também deve subsidiar a atuação ministerial.

Inquérito civil – O inquérito civil aberto em 5 de novembro, no âmbito do MPF, busca apurar as causas do incêndio na subestação e responsabilizar os envolvidos. Como providência inicial, o órgão requisitou à LMTE, ONS, Aneel, CEA e Companhia de Água e Esgoto do Amapá informações sobre as causas do blecaute e medidas para restabelecer o fornecimento de energia e o abastecimento de água à população.

Na última semana, o MPF cobrou esclarecimentos adicionais à LMTE, Aneel e ONS. Também foi solicitado acesso a dados de inquéritos abertos pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Estado do Amapá. As respostas recebidas vêm sendo analisadas e embasam novas providências visando aprofundar as investigações.

A responsabilização dos envolvidos deve ocorrer após minucioso trabalho de investigação que pretende alcançar todos os atores que deram causa ao evento, por ação ou omissão.

 

(Foto: Leonardo Hernandez - SJAP/TRF1)

 



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