Saiba quais alimentos devem ir na lancheira das crianças

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A volta às aulas nas escolas públicas e privadas é sempre um momento de muita expectativa para os alunos e para os pais. Parte da retomada dessa rotina é a preparação do lanche que os estudantes levam para a escola, principalmente as crianças. Uma boa alimentação contribui até para o aprendizado dos alunos, melhorando o rendimento escolar.

É comum ver nas lancheiras alimentos industrializados como biscoitos recheadas, sucos de caixa e bolinhos prontos, entretanto, a nutricionista Francine Dias alerta que, além de não nutritivos, esses alimentos normalmente contém um alto teor de açúcar. “No caso dos sucos de caixinha, eles contêm um alto teor de açúcar e, muitas vezes, são apenas néctar, ou seja, não é suco de verdade, ele contém polpa de fruta diluída em água e com muito açúcar”, explicou.

O consumo exagerado de alimentos industrializados tem aumentado as taxas de obesidade, diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares em crianças e adolescentes.

Segundo Francine, o ideal é que o aluno deve consumir, quando ofertado, o lanche fornecido pela escola. Os cardápios das escolas são feitos por nutricionistas e devem ser disponibilizados mensalmente para que os pais possam consultar e enviar a lancheira apenas nos dias em que o lanche da escola for alguma coisa que o aluno realmente não coma.

Nesse caso a lancheira precisa conter três bases de opções alimentares para suprir a necessidade diária da criança: uma fonte de vitaminas, que pode ser uma fruta ou suco natural; uma fonte de carboidratos, como biscoitos salgados e sem recheio, pão, torradas ou um cereal; e uma porção de proteínas, que pode ser um iogurte, um queijo ou um patê de frango que podem ir no pão.

No caso dos sucos, iogurte e frutas, a nutricionista alerta para o cuidado com o armazenamento para evitar que os alimentos estraguem. É importante que os pais conversarem com a escola sobre um local refrigerado para armazenar ou guardar em lancheira térmica, porque do momento em que o alimento é feito até a hora do consumo, ele vai ter estado em temperatura inadequada.

Outra alerta que Francine faz é sobre a influência que os pais têm na alimentação dos filhos para que, quando necessário, saibam fazer escolhas saudáveis, principalmente a partir da adolescência, que é quando passam a preferir não levar o lanche e comprar na cantina da escola.

“Crianças não têm poder de compra, então, se vai na lancheira salgadinho de pacote, suco de caixa, balas e guloseimas, é porque os pais compraram. Eu acredito que a base alimentar das crianças depende da dos pais; se eles tiverem essa consciência, a criança não vai ter problema para se alimentar ou comer alimentos saudáveis”, analisa a especialista.

Os pais devem tornar essas opções atrativas, oferecendo variedade, respeitando a questão alimentar e incentivando o paladar da criança com novas frutas e opções de alimentos.

Lanche nas escolas públicas

No âmbito das escolas públicas estaduais, a Secretaria de Estado da Educação (Seed) tem um departamento exclusivo para desenvolver e cuidar da alimentação dos estudantes: o Núcleo de Alimentação Escolar (NAE).

O NAE desenvolve os cardápios específicos e de acordo com a faixa etária escolar dos alunos, como fundamental I, fundamental II e ensino médio, para atender às necessidades alimentares de cada uma das fases de crescimento.

Os cardápios são renovados a cada seis meses, inclusive com testes de aceitabilidade para verificar quais pratos agradaram aos estudantes e quais devem ser mudados ou retirados.

A nutricionista do NAE, Karla Guerreiro, explica que um dos critérios para os cardápios é que as refeições contenham, no mínimo, 30% da necessidade alimentar e nutricional diária do estudante, também são observados outros pontos como o valor nutricional, a quantidade correta de calorias e proteínas e o nível de sódio.

“O cardápio vai com uma análise nutricional completa, falando sobre todos os ingredientes que são usados na preparação. Ele pode e deve ser apresentado para toda a comunidade, o diretor tem por obrigação deixar o cardápio de fácil acesso, fixado, de preferência, no refeitório”, explicou Guerreiro.

Outra questão é o uso de produtos regionais. 30% de todo os recursos federais e estaduais destinados para a alimentação escolar são usados para a compra de produtos da agricultura familiar como como frutas, polpas verduras e legumes.

Por: Claudia Cavalcanti /  Foto: Elmano Pantoja / Sesa

 



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