Secretaria de Saúde alerta para os principais sinais de abuso sexual infantil

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Mudanças comportamentais, desnutrição, corrimento, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST´S) e negligencia familiar, são alguns sinais de alerta que indicam que uma criança pode estar sendo vítima de abuso sexual. Diante disso, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual, lembrado em 18 de maio, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), orienta a população sobre a importância da assistência hospitalar para crianças que sofrem esse tipo de violência.

De acordo com a enfermeira e responsável técnica do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (SAVVIS), Kátia Ramos, os sinais mais visíveis de abuso sexual em crianças, geralmente, aparecem em forma de doenças. “Os pais precisam estar sempre atentos, pois não é normal que, por exemplo, uma garotinha de 4 anos apresente corrimento vaginal. Geralmente isso acontece quando a pessoa já tem uma vida sexual ativa”, alerta Kátia.

A enfermeira frisa que todo cuidado ainda é pouco, e os familiares sempre devem acompanhar qualquer alteração na rotina de seus filhos, como a falta de apetite, vergonha excessiva, mudança de humor constante, convulsões e entre outros. “A maioria desses fatores estão ligados à negligência familiar, pois muitos pais não prestam assistência básica para seus filhos, que passam horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família, e acabam em situações de vulnerabilidade”, explica Ramos.

Por esses motivos, o Pronto atendimento Infantil (PAI), funciona como porta de entrada para crianças de 0 a 12 que sofrem abuso sexual, ou qualquer outro tipo de violência. O Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual, possui uma sala especial dentro do PAI, que fica disponível 24 horas para fazer o acolhimento e acompanhamento da criança e seu responsável.

Kátia Ramos afirma que quando já existe a confirmação que a criança de fato sofreu violência sexual, classificada como violência aguda, ela deve ser encaminhada em até 72 horas do fato ocorrido, para que sejam realizados exames laboratoriais, e administração da profalexia, que contribui para prevenção das principais IST´S, como HIV, sífilis e hepatite. Além disso, é realizada a coleta de secreção vaginal e/ou anal.

"Nossa primeira preocupação está com a preservação da saúde dessa criança, por esse motivo aconselhamos que antes de procurar as autoridades, a criança seja levada imediatamente para o PAI, para que sejam realizados todos esses procedimentos preventivos", orienta a enfermeira.

Acompanhamento

Além atender crianças vítimas de violência sexual aguda, o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual também faz o acompanhamento multiprofissional com médicos, enfermeiros, psicólogos, assistente social, além de serviços de apoio como nutrição, farmácia e laboratório. O acompanhamento tem a duração de 6 meses, e é fundamental que seja realizado até o final, para que tenha eficácia.

A enfermeira responsável pelo SAVVIS reforça que a família precisa primeiramente buscar o hospital, para que a haja um rastreamento da saúde física e mental dessa criança, e as mesmas sejam reestruturadas, pois a maioria das vítimas podem não apresentar cicatrizes evidentes, e aparentemente podem estar saudáveis, porém seu emocional encontra-se totalmente abalado, sendo que o agressor na maior parte das vezes faz a vítima acreditar que ela é a principal culpada.

“No SAVVIS, não prestamos apenas atendimento ambulatorial para as vítimas, mas reforçamos que elas jamais são culpadas da agressão. Orientamos para que as crianças saibam identificar a diferenças entre um carinho fraternal e malicioso, aprendam a dizer não, e que sempre procurem ajuda diante dessas situações”, destaca Kátia.

Para que o acompanhamento seja realizado é importante que a família preencha uma ficha e identifique que a criança sofreu algum tipo de violência. Caso a família não tenha conhecimento que a criança sofreu violência, a identificação é feita após avaliação médica, que comunica os responsáveis e encaminha a vítima para o SAVVIS.

 

Por: Jamylle Nogueira / Foto: Maksuel Martins / Secom (imagem meramente ilustrativa)

 



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