Amapá registrou queda de 46% nos casos de hepatite no 1º semestre de 2019

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Neste domingo, 28 de julho, é comemorado o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, doenças infectocontagiosas que atacam o fígado e podem causar lesões sérias no organismo evoluindo para doenças crônicas, como a cirrose ou até mesmo, câncer de fígado.

Na Região Norte, a forma mais comum da doença é o tipo A. O contágio acontece por meio da contaminação de água e de alimentos, mãos sujas com resíduos fecais além de fossas construídas próximas a poços artesianos.

Entretanto, os tipos B e C são os mais preocupantes da doença e podem ser facialmente prevenidos através da vacina, que está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, através do uso de preservativos, já que são sexualmente transmissíveis. Ainda existem os tipos D e E, considerados mais raros. O tratamento para qualquer tipo de hepatite pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O diagnóstico precoce é essencial para evitar agravos e pode ser feito com testes rápidos disponíveis em qualquer unidade de saúde. Os principais sintomas, além dos já conhecidos olhos e pele amarelados, incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dores abdominais, urina escura e fezes claras.

O coordenador da Unidade de Doenças Transmissíveis da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS/AP), Ivon Souza, explica que é necessário evitar compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas, lâminas de barbear e sempre ter cuidado na esterilização de objetos reutilizáveis, como alicates e tesouras de unhas.

“De janeiro de 2019 até a primeira quinzena de julho, foram notificados 23 casos. Em 2018 foram 49 no primeiro período, o que mostra que tivemos uma redução de 46% de novos casos de hepatite. Acredito que as pessoas estejam mais atentas na prevenção e procurando se vacinar mais”, considera Ivon Souza.

 

Por: Claudia Cavalcanti

 



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