Tratamento da leishmaniose é tema de treinamento e pesquisa no Amapá






A leishmaniose é uma doença que tem desafiado muitos pesquisadores em todo país. Estudar a doença se tornou rotina, principalmente na Amazônia. O Amapá integra essa rede de pesquisa e capacita profissionais da saúde por meio do treinamento “Etiologia da Leishmaniose Cutânea no Estado do Amapá”. A qualificação dos profissionais de saúde pretende padronizar o atendimento aos pacientes, conforme os rigores técnicos e éticos, se tornando um passo extremamente importante na identificação imediata da doença.

O Treinamento em Boas Práticas Clínicas (BPC) acontece no Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT), que é porta de entrada de muitos pacientes acometidos por esta doença. Por isso, enfermeiros, técnicos e médicos do CRDT que trabalham no acolhimento, diagnóstico e tratamento da leishmaniose cutânea e, ainda, a equipe do Laboratório de Microbiologia aplicada da Universidade Federal do Amapá (Unifap), participam da capacitação. 

A equipe do treinamento é liderada pela Drª Ariely Nunes, docente da Universidade Federal do Amapá (Unifap), que desenvolve a pesquisa no estado; Drª Lourdes Maria Garcez, da Universidade Estadual do Pará (Uepa); Dr. Norge Romero Cordies, infectologista do Acre; e Luciana Nascimento, do Instituto Evandro Chagas, no Pará. O estudo é financiado pelo Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) e tem o apoio do Governo do Amapá por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap).

“São dois dias de treinamento que incluem a importância dos procedimentos com as amostras, biópsia de lesão cutânea, armazenamento dessa biópsia, bioética e os protocolos de estudo. Incluindo, essencialmente, a triagem dos pacientes com suspeita da doença, atendidos no CRDT. Vamos aliar a teoria com a prática, que nos permitirá entender muitos fatores da doença”, explicou a coordenadora da Pesquisa, Ariely Nunes.

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), chega a dois milhões os novos casos registrados no mundo, a cada ano. O Brasil responde por 90% dos casos de leishmaniose notificados na América Latina.

Pelo menos 703 casos de leishmaniose foram registrados em 2016 no Amapá.  Este ano, já foram registrados 328 casos. A doença é transmitida para humanos por meio do mosquito da espécie Lutzomya. É caracterizada por atingir a pele humana e o principal indício é uma ferida que custa a cicatrizar. Os animais silvestres são os principais reservatórios do protozoário. A doença se apresenta sazonalmente nos municípios em função das condições climáticas da região. Nos meses com maior índice de chuvas, devido ao aumento da população de vetores, os casos tendem aumentar, enquanto nos meses mais secos há menor número de registros.

Por: Lilian Guimarães / Foto: Lilian Guimarães

 



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