No Suriname, Governo do Amapá busca estratégias de combate à malária na fronteira

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Representando o Governo do Amapá, o superintendente de Vigilância em Saúde do Estado, Dorinaldo Malafaia, participou, em Paramaribo, no Suriname, da reunião regional “Malária em populações migrantes móveis”.

O encontro aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro, no Centro Cultural Brasil-Suriname da Embaixada do Brasil, no país localizado no Platô das Guianas, e teve como objetivo estabelecer cooperação regional para prevenção e gestão da malária em populações prioritárias e consideradas de risco, como as de garimpo.

Do evento, participaram a coordenadora do Ministério da Saúde do Suriname e do Programa de Malária, doutora Helene Hiwat; o representante da Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Oscar Mesones Lapouble e; o embaixador do Brasil no Suriname, Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto; além de representantes do Fundo Global para eliminação da Malária, e autoridades da Guiana Francesa e Guiana Inglesa.

Entre as proposições resultantes da reunião transfronteiriça, estão: a formação de força-tarefa de trabalho conjunto visando o combate, o controle e posterior eliminação da malária; criação de uma plataforma compartilhada de fundos financeiros para eliminação da malária no Platô da Guianas; criação do Centro Internacional de Vigilância em Saúde no Platô da Guianas, com permanente fluxo de informações atualizadas e o monitoramento e resposta a emergências de saúde pública e; a continuidade e sustentabilidade do projeto Malakit, para prevenção da malária na população de garimpeiros móveis nas fronteiras dos países. 

“Queremos estabelecer uma estratégia regional para prevenção e controle da malária em populações prioritárias de risco. Especialmente, as populações migrantes transfronteiriças, entre as quais estão muitos garimpeiros. Por isso, a SVS, enquanto governo, fortalece esse tipo de atividade”, destacou o superintendente Dorinaldo Malafaia.

Malakit

O projeto Malakit é um estudo piloto que visa avaliar uma nova estratégia de controle da malária em pessoas que trabalham nos garimpos.

Esta estratégia é baseada na distribuição gratuita de kits de autodiagnóstico e de autotratamento da malária, tudo em uma embalagem inteligente, com um treinamento apropriado, nas bases de logísticas dos garimpeiros, repartidos ao longo dos rios-fronteira Maroni e Oiapoque.

 

Por: Júlio Miragaia /  Foto: SVS

 



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