Como a percepção impacta no desenvolvimento humano | Maiara Pires | Amapá Digital


Sábado, 18 de setembro de 2021.

Como a percepção impacta no desenvolvimento humano

Percepção significa ação ou efeito de perceber, de compreender o sentido de algo por meio das sensações ou da inteligência, segundo o Dicionário Online de Português.

Eu diria que, além do DNA, é ela quem faz o ser humano ser único e se diferenciar dos demais, pois cada um percebe o mundo com base nas suas crenças (aquilo que acredita) e valores (aquilo que é importante). 

Estas crenças e valores são moldados ao longo da nossa trajetória de vida, basicamente por meio da educação que recebemos dos nossos cuidadores ou na escola.

Esta é a razão pela qual uma mesma situação será percebida de forma diferente por várias pessoas: por causa das próprias experiências e visão de mundo.

“Percepção é como se fosse uma base, um direcionamento, bloqueio ou abertura para muitas coisas. Na formação do ser humano ela tem um impacto muito grande”, destaca a consultora empresarial com experiência em análise de currículo, Maria G. Lima. 

Sobre isso, eu diria que o impacto maior seja a percepção que temos de nós mesmos. Se temos uma imagem negativa de quem somos, talvez seja perceptível aos olhos de quem nos percebe. Se tivermos uma imagem positiva, isso também se refletirá externamente.

 

Clareza da autoimagem

Este ponto me lembrou o que a estrategista de branding e comunicação, Ana Paula Rodrigues, falou outro dia sobre marca pessoal. “Se você está passando por um dilema de carreira, pare e respire. Tire um tempo para refletir e organizar o caos interno, volte para dentro de si mesmo”, afirmou.

Abro um parêntese para contextualizar essa fala, a qual considero extremamente importante. Ana Paula disse isso ao orientar por onde começar a investir em marca pessoal: “objetivo claro é a matéria-prima”.

Se estiver difícil fazer isso sozinho (a), ela diz para procurar ajuda em especialistas como coaches, consultores e mentores de carreira. Se a questão for mais profunda, a recomendação é buscar terapia.

Segundo a estrategista de branding e comunicação, a marca pessoal é o último estágio, quando se está mais bem resolvido (a), sabendo por qual caminho seguir, por que se está em determinada estrada e onde se quer chegar. 

“Aí sim temos os ingredientes perfeitos para criar e comunicar uma bela narrativa e entregar valor para as pessoas. Para comunicar com clareza, precisamos primeiro limpar o nosso próprio aquário”, orienta Ana Paula Rodrigues.

 

Clareza dos pensamentos

Voltando à questão da percepção e o impacto que ela tem na formação do ser humano, eu diria que é preciso atentar para os pensamentos. Costumo dizer que eles são como um ímã: se eu penso positivo, atraio coisas positivas; se eu penso negativo, atraio coisas negativas. 

Maria G. Lima lembra que cada pensamento desencadeia uma emoção positiva ou negativa, o que impacta diretamente no nosso comportamento: se eu tenho medo, eu não me movo; se eu tenho motivação e entusiasmo, sou impulsionada a dar um passo à frente e assim por diante. 

Isto porque, “o cérebro é organizado para agir de acordo com o que prevemos que acontecerá em seguida”, segundo escreveu Shawn Achor no livro “O Jeito Harvard de ser feliz”. Então, o poder de programar ou reprogramar os nossos comportamentos está em nossas mãos.

A pior parte deste emaranhado de pensamentos aleatórios é que eles drenam a nossa energia e desgastamos essa máquina chamada cérebro que poderia muito bem ser usada para nos manter produtivos. 

“Precisamos aprender a abrir a linha da criatividade do cérebro parando com os bloqueios que vêm a partir da nossa percepção”, diz Maria G. Lima.

 

Que bloqueios são estes? 

São “travas” que colocamos na mente a partir de percepções negativas. Exemplo: Seja você um profissional de qualquer área, se o seu pensamento é de que “não tem oportunidades no mercado”, você está impedindo que o seu cérebro procure alternativas, pois é pra isso que ele também serve: buscar soluções.

Outro impacto que a percepção traz para o ser humano, é que nós mesmos criamos o próprio sofrimento. 

 

Como?

Ao tomarmos como verdade deduções concluídas a partir da forma como enxergamos determinado evento, pessoas ou situações, ficamos remoendo coisas que talvez nem estejam acontecendo.

 

Autodesenvolvimento

A boa notícia é que podemos modificar as percepções negativas para que possamos transpor o muro da insegurança. A meu ver, essas percepções são as travas que colocamos na mente e que bloqueiam nosso potencial.

 

Aqui vão algumas formas de fazer essa modificação:

1- Comunicação: antes de tomar como verdade suas próprias deduções, pergunte para a pessoa envolvida, se procede aquilo que você está pensando.

2- Obtenha feedbacks: Ouça outras pessoas sobre aquilo que você está pensando. É uma forma de verificar se aquela conclusão que você teve sobre algo não está só na sua cabeça.

3- Filtre o diálogo interno: Questione a si mesmo sobre os próprios pensamentos para que a sua mente não te leve para conclusões eventualmente infundadas.

4- Potencialize as pessoas: Ajude alguém que tem uma percepção negativa de si mesmo a enxergar as próprias qualidades.

Categoria artigos, articulista

Maiara Pires

Jornalista, escritora, coautora dos livros "Como a PNL mudou minha vida" e “Mudança de Carreira”, da Editora Leader, e autora do blog asabedoriadoalto.blogspot.com. Aqui na coluna escrevo sobre comportamento, saúde mental, desenvolvimento humano, educação, comunicação e ensinamentos de Cristo. 




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