Transtorno mental: entenda os tipos, conheça a história e como tratar


Segundo a organização mundial de saúde (OMS) 23 milhões dos brasileiros, ou seja, 12% da população apresenta sintomas de transtorno mental. 


Doença mental refere-se coletivamente a todos os transtornos mentais diagnosticáveis - condições de saúde que envolvem, mudanças significativas no pensamento, emoção e / ou comportamento. Também como, Aflição e / ou problemas que funcionam em atividades sociais, de trabalho ou familiares. 

Já a doença mental grave é um distúrbio mental, comportamental ou emocional (excluindo transtornos do desenvolvimento e do uso de substâncias) que resulta em grave comprometimento funcional, que interfere substancialmente ou limita uma ou mais atividades importantes da vida. Exemplos de doença mental grave incluem transtorno depressivo maior, esquizofrenia e transtorno bipolar.

As doenças mentais assumem muitas formas. Algumas são leves e interferem de maneira limitada com a vida cotidiana, como certas fobias (medos anormais). Outras condições de saúde mental são tão graves que uma pessoa pode precisar de cuidados em um hospital.

Segundo ABRATA ( Associação brasileira de familiares, amigos e portadores de transtorno afetivo)  afirma que “doenças mentais pode afetar qualquer pessoa, independentemente da sua idade, sexo, geografia, renda, status social, raça / etnia, religião / espiritualidade, orientação sexual, formação ou outro aspecto da identidade cultural. Embora a doença mental possa ocorrer em qualquer idade, três quartos de todas as doenças mentais começam aos 24 anos”. 

Conforme a Organização Mundial de Saúde/OMS, apresenta que 23 milhões de brasileiros, ou seja 12% da população, apresentam os sintomas dos transtornos mentais. Ainda conforme as pesquisas, cerca de 5% dos cidadãos sofrem com transtornos mentais graves e persistente.

 

História da saúde mental 

Descobertas antropológicas datadas de 5000 a.C. mostraram evidências de que os humanos do período neolítico acreditavam que a abertura de um buraco no crânio permitiria que o espírito maligno (ou espíritos) que habitava a cabeça dos enfermos mentais fosse libertado, curando-os assim de suas aflições. Apesar da técnica rude, a abertura duraria séculos, usada como tratamento para uma série de condições diferentes: fraturas de crânio, enxaquecas e enfermidades mentais.

Quando a violência não era usada, os médicos-sacerdotes (como os da antiga Mesopotâmia) usavam rituais baseados em religião e superstição, pois acreditavam também que a possessão demoníaca era a razão por trás dos distúrbios mentais.
Tais rituais incluiriam orações, expiação, exorcismos, encantamentos e outras formas de expressões tribais da espiritualidade.

 

EGÍPICIOS (3100 a.C. – 31 a.C.)

Foram os antigos egípcios que tiveram as ideias mais progressistas da época sobre como tratar as pessoas que entre eles aparentavam ter dificuldades envolvendo a saúde mental.
Os curandeiros do Nilo recomendavam que os pacientes se envolvessem em atividades recreativas, como a música, a dança ou a pintura, na tentativa de que se aliviassem seus sintomas, trabalhando para que houvesse alguma retomada de “normalidade” – algo estranhamente semelhante a algumas das vias de tratamento oferecidas nas instalações de tratamento mais recentes.

No século VI a.C., foram chamados de “os livros médicos mais antigos do mundo”, visto que estariam entre os primeiros documentos desse tipo a identificar, por exemplo, o cérebro como a fonte do funcionamento mental.

Somente no final do século VI, em Bagdá, é que o primeiro hospital psiquiátrico seria fundado.
Na Europa, as famílias que possuíam a guarda de indivíduos apontados como portadores de alguma dificuldade mental eram vistas como fontes de vergonha e humilhação; muitas delas recorreriam a esconder seus entes em porões, às vezes prendendo-os, delegando-os aos cuidados dos empregados ou, simplesmente, abandonando-os, deixando-os nas ruas como mendigos.

 

A discriminação na sociedade 

Nesse período, ter uma pessoa mentalmente considerada debilitada na família sugeriria um defeito hereditário e desqualificador na linhagem, de maneira a lançar dúvidas quanto à posição social e a viabilidade de toda a família, tamanho era o estigma.

A prisão perpétua não estava fora de questão. Durante a Idade Média na Europa, pessoas com dificuldades mentais poderiam ser sujeitas a punições físicas, geralmente espancamentos, como uma forma de represália por seu comportamento antissocial e indesejado. Algumas vezes, até como tentativa de literalmente expulsar seus males.

 

O movimento de reforma 

O movimento de reforma começou mesmo em Paris, no ano de 1792, sob os estudos do Dr. Philippe Pinel, desenvolvedor da tese de que pessoas psicologicamente enfermas precisariam de cuidados gentis para melhorar suas condições de saúde mental ao contrário da recorrente violência.

Ele ordenaria que as instalações sob seus comandos fossem limpas, que os pacientes fossem desencadeados e colocados em quartos com luz solar, autorizados a se exercitarem livremente dentro do hospital e que sua qualidade de cuidado fosse melhorada.

 

Após esse período surgiu Sigmund Freud.

Sua teoria, baseando-se no diálogo e na livre associação dos elementos surgidos, encorajava seus pacientes a falarem sobre o que quer que aparecesse em suas mentes, analisando através de seus estudos as atividade psicológicas destas pessoas.

A teoria de Freud era de que as vias de conversa, os sonhos, abririam uma porta para a mente inconsciente do paciente, concedendo acesso a qualquer tipo de pensamentos e sentimentos reprimidos que poderiam ter forçado ou tido influência em sua instabilidade mental.

 

Dias atuais 

Até hoje pessoas que têm uma doença mental não querem falar sobre isso. Mas a doença mental não é nada para se envergonhar! É uma condição médica, assim como doença cardíaca ou diabetes. 

 

Tratamento 

Há uma série de tratamentos psicoterapêuticos baseados em evidências para adultos com transtorno depressivo maior e, Tratamentos psicoterapêuticos baseados em evidências para crianças e adolescentes com transtorno depressivo maior. Também tem a criação de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Atendimento totalmente gratuito. 

No Amapá, na rede estadual de saúde, a população pode contar com uma rede de atendimento voltada para a estabilização e acompanhamento dos pacientes. O Caps Casa da Gentileza é a referência no atendimento e tratamento à pessoa com sofrimento mental severo e persistente. O trabalho é voltado para estimular a integração social e familiar através de atendimento médico e psicossocial. 

O Caps Álcool e Drogas (AD) é destinado ao atendimento diário à população adulta com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, como álcool e outras drogas.

Também existe o CAPS Infantojuvenil (IJ) no município de Santana, para crianças e jovens até 17 anos que apresentam transtornos mentais ou decorrentes do uso de drogas.

Atualmente o Amapá possui quase 16 mil usuários cadastrados, o que o torna, dentro da rede de atenção em saúde mental, o dispositivo de maior demanda dos usuários no estado.

A pesquisa foi realizada pelas alunas do curso de técnico de Enfermagem, do Senac, neste ano, Luane Cristine, Ana Beatriz, Renata Lopes e Dayciane Corrêa.

 



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