Semana de Prevenção do Câncer Bucal alerta sobre a importância do autocuidado


Governo do Amapá oferta diagnóstico e tratamento na rede estadual, mas especialistas destacam que é fundamental desenvolver hábitos preventivos.


A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal (1º a 7 de novembro) alerta sobre a importância dos cuidados com o câncer de boca, também conhecido como cavidade bucal. A doença é caracterizada pelo surgimento de um tumor maligno que afeta estruturas bucais como lábios, gengivas, céu da boca, bochechas, língua e a região abaixo da língua.

O câncer de boca é mais comum em homens acima de 40 anos e, por não existir uma cultura forte de consultas odontológicas periódicas, os casos normalmente são diagnosticados em estágios avançados. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a cada triênio, período equivalente a três anos, mais de 15 mil casos de câncer de boca são diagnosticados no Brasil.

Fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool, excesso de gordura corporal, má alimentação, exposição ao sol sem proteção e exposição ao vírus HPV, podem aumentar as chances de desenvolver o câncer.

A prevenção é possível através da adoção de hábitos como a redução significativa do consumo de cigarro e de bebidas alcoólicas, controle do peso, boa higiene bucal e uso de preservativo durante o sexo oral.

De acordo com o estomatologista Elvys da Cunha Sá, que atua há 10 anos na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), a maior arma contra esse tipo de câncer é o desenvolvimento dos hábitos saudáveis.

“O câncer é desenvolvido principalmente por maus hábitos de saúde, que são situações contornáveis. É fundamental construir uma cultura pessoal de autocuidado, de autoexame e de visitas periódicas ao dentista, que é o primeiro profissional no processo de identificação do câncer”, alertou o médico.

Para detectar a doença na fase inicial, é preciso estar atento a qualquer alteração na cavidade bucal, como o surgimento de lesões semelhantes a afta, mas que não cicatrizam durante um período até 15 dias. É importante também verificar machas e mudanças na coloração da boca. Diante de qualquer alteração anormal, é indispensável buscar ajuda médica especializada.

Sinais e sintomas:

  • Mancha vermelhas ou esbranquiçadas na cavidade oral
  • Lesões que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Nódulos no pescoço
  • Rouquidão prolongada

Em casos mais graves:

  • Desajuste na mastigação e deglutição
  • Dificuldade na fala
  • Sensação de algo preso na garganta
  • Dificuldade para movimentar a língua

 

Diagnóstico e tratamento no Amapá

Assim que houver identificação de alguma alteração na cavidade bucal, é necessário buscar assistência médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após avaliação médica, o paciente será encaminhado para a rede de média e alta complexidade.

O diagnóstico é feito através de exame clínico com confirmação por meio de biópsia. Exames de imagem ajudam no diagnóstico e possibilitam averiguar a extensão do tumor. O cirurgião de Cabeça e Pescoço avalia o estágio da doença e, na maior parte dos casos, o tratamento é cirúrgico, com a remoção total do tumor e tecido cancerígeno.

A radioterapia e a quimioterapia são opções para pacientes em estágio avançado e com grandes áreas comprometidas, o que impossibilita a cirurgia pela possibilidade de sequelas estéticas e funcionais de grande impacto negativo na qualidade de vida do paciente.

O Governo do Amapá oferta diagnóstico e tratamento no Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), que conta com o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), onde é possível fazer coleta do material para biópsia. Em casos mais graves, onde não é possível operar, o paciente pode ser submetido ao tratamento de radioterápico e quimioterápico na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Luzair Costa (Unacon).

 

Por: Karla Santos

 



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