Entrevista: A alma da reportagem


 

De todas as emoções que a escrita tem me proporcionado, sem dúvida, a reportagem é a mais indescritível.

Seja em redação jornalística, ou mesmo na comunicação corporativa, ao longo desses 15 anos de profissão, o contato com o (a) entrevistado (a) é um momento mágico.

Nunca soube o porquê.

Hoje, me dou conta desse porquê por uma conclusão que cheguei ao me debruçar sobre assuntos ligados ao desenvolvimento humano: todos somos um baú.

Temos tesouros de sabedoria escondidos.

Seja por e-mail, mensagem de WhatsApp, ligação telefônica, videoconferência ou mesmo presencialmente, o momento da entrevista é sempre um momento inexplicável pra mim.

Não importa a classe social, quando entrevisto quem quer que seja, me sinto como se estivesse tocando na alma daquela pessoa.

Se é verdade ou não o que está sendo dito a mim, eu não sei. Só sei o que sinto ouvindo/lendo atentamente aquele relato.

Talvez por isso, tudo o que aprendo, seja numa conversa com alguém, numa palestra que assisto ou num livro que leio, me vejo movida a compartilhar com o mundo aquelas palavras, aqueles ensinamentos.

É um grito da alma que diz: "eu preciso compartilhar isso com mais pessoas".

Por isso, também, que fiz questão de participar como coautora de dois livros de desenvolvimento humano.

Os relatos dos demais coautores nessas obras vejo que também foi um grito da alma para pegar na mão dos leitores e o ajudarem na sua jornada pessoal e profissional, a fim de que fichas caiam e se desenvolvam. Eles se dispuseram a abrir os seus baús e compartilhar seus tesouros de sabedoria e experiências.

Por tudo isso que afirmo que o meu encontro com o jornalismo e tudo o que envolve a comunicação não foi à toa, tenho certeza disso.

E, agora, com muito carinho, como ghostwriter, coloco todo esse aprendizado e constante aperfeiçoamento na área de escrita, à disposição dos que também têm tesouros escondidos para compartilhar, mas não tem tempo ou desenvoltura para escrever.

Vem que eu te ajudo!

(Esse era pra ser um texto de homenagem ao Dia do Repórter, comemorado em 16 de fevereiro, mas falar desse ofício é trazer a emoção e significado no pacote)  

 


Maiara Pires

Maiara Pires

Jornalista; escritora; coautora dos livros "Como a PNL mudou minha vida" e "Mudança de Carreira", da Editora Leader; coordenadora do livro "A Hora da Verdade - O novo brotar", de autoria do Bispo Luciano Nascimento e Bispo Fábio Saraiva e autora do blog asabedoriadoalto.com. Aqui na coluna escrevo sobre comportamento, saúde mental, desenvolvimento humano, educação, comunicação e ensinamentos de Cristo.



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