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Eleições 2022

A luta dos jovens da Amazônia pelo título de eleitor


A campanha para que jovens a partir de 16 anos tirassem o título de eleitor até 4 de maio, data-limite no calendário eleitoral deste ano, envolveu campanha nos principais meios de comunicação promovida pelo Tribunal Superior Eleitoral, ações no icônico festival de música Lollapalooza e até o envolvimento de várias celebridades de Hollywood nas redes sociais. Mas na Amazônia, esse esforço contou com o trabalho árduo de vários coletivos de jovens da região. Foram meses mobilizando juventudes, conscientizando sobre a necessidade de defender os territórios e votar em candidatos e candidatas alinhados à preservação do meio ambiente. Conheça a seguir as histórias de quem arregaçou as mangas e foi à luta pelo voto jovem na região norte e no Maranhão:

MANAUS

Em Manaus a coletividade foi atuante em várias ações, só os coletivos Origenas, de produção e articulação cultural, e o Namaloca foram responsáveis por mais de 250 títulos retirados e regularizados em cinco ações. Produziram dois murais de lambes informativos sobre a importância do voto e alertaram para o prazo final nas escolas estaduais e centro de artes nas zonas leste e centro sul da capital.

"As periferias estão na luta pelo protagonismo de vozes. Criando espaços de reflexão pelas ruas através de ações onde cada voto importa muito!", disse Mel Angeoles, do Origenas Coletivo.

“Compreendendo a importância do voto e a falta de informação dos possíveis eleitores, fomos para rua, com serviços voltados para a emissão de novos títulos de eleitores e regularização. O voto é um direito de cada cidadão, e através das ações desenvolvemos um diálogo direto sobre a importância do voto pela Amazônia”, acrescentou Jander Manauara, do Namaloca.

BELÉM

Em Belém, a Negritar - produtora audiovisual de impacto social composta por pessoas negras e que tem como objetivo potencializar narrativas pretas, periféricas e da Amazônia - em parceria com o Cojovem, coletivo jovem de Belém, fizeram campanhas em redes sociais, com tutoriais ensinando a tirar o título.

"Com boas doses de coletividade, educação e o fazer artístico, fortalecemos a campanha nesses meses e garantimos não parar por aqui. O título é só o primeiro passo para chegarmos em outubro favoráveis à democracia plena. E esse movimento também está nas nossas mãos, e debater sobre a importância do voto foi essencial nesse período. Foi um trabalho árduo da
Negritar em parceria com a Cojovem para construção do voto pela Amazônia. Agora a luta continua por uma Amazônia viva e próspera!”, conta Tamara Mesquita do coletivo Negritar.

“Porque não basta votar por votar, é preciso votar consciente: consciência de que meio ambiente tem tudo a ver com economia, tem tudo a ver com saúde, com educação, com segurança e com bem-viver!”, comenta o coletivo Negritar pelo Instagram.

AMAPÁ

No Amapá, o coletivo Utopia Negra Amapaense promoveu 10 mutirões tira-título em escolas e universidades, por meio dos quais conseguiram que mais de 400 jovens tirassem seu primeiro título. Os mutirões integraram a campanha #tiratitulo, que premiou a instituição de ensino onde o engajamento resultou no maior número de títulos. A premiação para a escola que mais mobilizar jovens a tirarem o título nos mutirões da sua instituição é um data show (ou o valor de R$ 6.500,00) e mais um troféu personalizado do Projeto Juventude Amapaense com o Primeiro Voto; e o segundo e terceiro lugar ganharão respectivamente R$1000,00 e R$ 500,00 mais o troféu personalizado do projeto.

"A Juventude Amapaense com o primeiro voto fez bonito e irá impactar o futuro desse país que também é nosso", disse Cleiton Rocha, do Utopia Negra.

SAO LUÍS DO MARANHÃO

No único estado do Nordeste que integra a Amazônia legal, o coletivo re_o_cupa - Resistência Cultural Upaon Açu – promoveu a #campanhaprimeirovoto, que conquistou 544 solicitações, entre emissões e regularizações de títulos eleitorais a partir de ações em 11 escolas e duas comunidades em quatro municípios da região metropolitana de São Luís.

“Concluímos essa etapa na certeza que a luta se faz na construção coletiva, que nossa jovem democracia precisa ser respeitada, com muito amor e pé na porta lutaremos”, disse Deuza Brabo. “Foi massa, o engajamento dos jovens, a preocupação dos mais velhos na regularização de seus dados e todes envolvidos na participação dessa primeira etapa da grande festa democrática que é o VOTO”, completa a integrante do coletivo Reocupa.

Sigamos que existe muito tíabalho pela fíente. Nessa gíande fíente de luta. E aí, boía constíuií um Bíazil pía todes?! Rumboía Maíocaí esse auê aí na ceíteza de um pais mais democíático, colaboíativo e de cuidado alheio, já cola com noixxx nas íedes e Rumboía!!


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