“O Hip Hop mudou minha vida e minha história, são 20 anos fazendo isso por amor”, diz Pet Mundial, único b-boy com deficiência do Amapá


Pet participou da batalha de breakdance junto com outros 52 B-Boys e B-Girls em mais um dia de programação do Projeto Diversidade Cultural em Santana.

Marcado pela inclusão, apoio e fomento aos segmentos culturais e artísticos, a 3° edição Projeto Diversidade Cultural entrou na segunda semana de programação. Além da batalha de breakdance, o evento desta quinta-feira (23) contou com apresentações de bandas de rock que animaram o público presente. O festejo aconteceu na Vila Olímpica, no bairro Nova Brasília.

O breakdance é um estilo de dança de rua que faz parte da cultura do Hip Hop. O B-Boy Pet Mundial fez da limitação um superpoder. Pet é uma pessoa com deficiência que encontrou no movimento uma maneira de se expressar, fazendo do Hip Hop o seu estilo de vida há quase 20 anos.

Imagem: acervo PMS.

“Estou feliz pela oportunidade de participar, eu e minha equipe, desse evento de diversidade que é tão importante pra gente“ conta o B-Boy.

 

A realização do Diversidade Cultural é fruto de uma parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Santana. O projeto conta com o apoio da Associação Cultural Amigos da Cultura (ACAC), Fundação Municipal de Cultura (SANCULT) e dos grupos juninos tradicionais de Santana, ACES, Mojuns, Arraiá da Tia Sebastiana e Forrozão do Tio Gigante.

O prefeito Bala Rocha destacou que o objetivo do Diversidade Cultural é fazer com que a cultura chegue para todos.

Imagem: acervo PMS (Foto: Criysiano Mendes)

“Queremos que a cultura chegue a todos os segmentos culturais, a todos fazedores de cultura, especialmente aos empreendedores porque o que nós queremos é fazer a cultura ferver e a economia crescer em Santana” ressaltou o gestor municipal.

Imagem: acervo PMS (Foto: Criysiano Mendes)

O coordenador de Projetos da Associação Cultural Amigos da Cultura (ACAC) e coordenador do Movimento Raízes da Cultura Hip Hop de Santana se emocionou ao falar sobre o evento. Marcos Costa ressaltou a importância do fomento à cultura e destacou que o apoio das autoridades foi fundamental para o retorno do Diversidade Cultural após 2 anos sem ser realizado por causa da pandemia.

A banda Carbono 14 abriu as apresentações da noite. Imagem: acervo PMS (Foto: Criysiano Mendes).

“Como fazedor de cultura, a gente começou a sonhar em fazer um evento que todo mundo fosse valorizado e hoje é uma realidade. Todos que estão participando da batalha vão receber cachê mínimo de 450 reais. Graças a Deus, a gente viu a sensibilidade das autoridades que ajudaram para que isso se tornasse realidade. Hoje, a gente aqui na praça, representa muito. A cultura voltou a encontrar o seu povo” destacou o coordenador.

Imagem: acervo PMS (Foto: Criysiano Mendes)

Além do cachê por participação, a batalha de breakdance contou com premiação em dinheiro para o primeiro, segundo e terceiro lugar.

 

Renata Nunes


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