Hidrovia Paraguai – Paraná é debatida em série do IDESF

José Renato Ribas Fialho, Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários da Antaq fala sobre temas como a importância da hidrovia para a Argentina exportar granéis agrícolas e outros assuntos.

As vantagens competitivas, a infraestrutura existente e necessária, as condições de navegabilidade e o que a Hidrovia Paraguai – Paraná representa e pode representar em termos econômicos e logísticos é tema do terceiro episódio da série “Debates para o Brasil do futuro”, do IDESF. José Renato Ribas Fialho, Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários da Antaq e Diretor Superintendente Substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), falou sobre temas como a importância da hidrovia para a Argentina exportar granéis agrícolas e também contextualizou a participação de outros países. “O Uruguai é um perfil um pouco diferente, atua muito mais como um prestador de serviços. Parte da carga que vem do Paraguai e da Bolívia, desce por comboios de barcaças e ao chegar no Estuário do Prata, utilizam portos tanto na Argentina quanto no Uruguai para fazer o transbordo, passando de uma embarcação fluvial para uma embarcação marítima e, assim, alcançando o comércio mundial”.

No caso do Brasil, praticamente todo o transporte realizado é relacionado a minério de ferro. José Renato também destacou a necessidade de mais ferrovias e/ou rodovias que cheguem até a Hidrovia para o escoamento de grãos no estado do Mato Grosso do Sul e também falou sobre questões ambientais que devem ser levadas em conta em estudos atuais e futuros para a minimização dos impactos, além da securitização da Hidrovia.

Alguns números da Hidrovia:
Em 2021, foram 3 mil toneladas de carga transportada na Hidrovia. Deste total, 90% foi para a exportação de minério de ferro.
Em 2014, houve o recorde nos últimos 11 anos de movimentação: 6,3 milhões de toneladas (mais de 90% de minério de ferro).
Com a infraestrutura atual, poderiam ser transportadas 40 milhões de toneladas.

A entrevista está disponível no canal do Youtube do IDESF: www.youtube.com//IDESF-instituto


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