Foto: Arquivo Cram Oiapoque
Artesanato capacita mulheres vítimas de violência física e psicológica, em Oiapoque

Artesanato capacita mulheres vítimas de violência física e psicológica, em Oiapoque

Realizada pelo Governo do Amapá, a ação atendeu moradoras e mulheres acolhidas na comunidade.


O Governo do Amapá incentiva as mulheres a saírem da situação de violência física e psicológica, por meio do artesanato. O objetivo é levantar a autoestima e proporcionar às vítimas uma renda para que elas possam sair da relação abusiva que têm com seus companheiros.

Com material reciclável, a oficina de artesanato foi realizada para moradoras e mulheres atendidas pelo Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram), no Oiapoque, extremo Norte do estado.   

Durante a oficina, as alunas produziram luminárias e quadros decorativos. A utilização desse material, de baixo custo, visa que mulheres que estejam sem renda possam revender as peças produzidas.

A secretária de Políticas para Mulheres, Adriana Ramos, disse que a maioria das mulheres não conseguem sair da relação abusiva e opressiva que vivem em casa, porque são dependentes financeiramente. 

“Um dos objetivos do Governo do Estado é promover autonomia financeira e também a independência emocional das mulheres que são atendidas pelos nossos centros, porque assim elas conseguirão sair do ciclo da violência”, disse a gestora.

Uma das participantes atendidas pelo Cram, foi a tesoureira de uma associação de bairro, Clara Alves (nome fictício), de 46 anos, que falou da satisfação em ter uma nova oportunidade de renda.

“Espero que a gente tenha mais oportunidade de aprender coisas novas, aqui fiz amizades que me fortaleceram. O Governo está de parabéns pela iniciativa”, disse a tesoureira.  

A merendeira, Ângela Maria, destacou a alegria em ganhar dinheiro por meio de uma atividade extra.

“Gostei muito dessa atividade, desse aprendizado. Temos que procurar aprender cada vez mais, isso é muito importante para nós”, disse a moradora.

As atividades manuais ajudam a desenvolver também, a autoconfiança, como reforçou a psicóloga do Cram e responsável pela Oficina, Ledyanne Sena.   

“Sabemos que a realidade de muitas delas é bem difícil, pois estão vivendo relacionamentos tóxicos e abusivos por conta da dependência financeira, então é muito importante que elas conquistem a sua renda própria. As atividades manuais ajudam a estimular o cérebro a encontrar soluções e realizar escolhas,” pontuou a profissional.   

 

Por: Alice Palmerim .Colaboradores: Colaboração: Nátane Oliveira




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