Foto: Ana Cláudia Lira Guedes. Manejo de andirobeiras em floresta no rio Maniva, no estuário amazônico.

Projeto de bioeconomia da Embrapa Amapá recebe financiamento do Banco da Amazônia


O projeto intitulado “Óleo de andiroba e pracaxi para azeitar o protagonismo feminino e movimentar a bioeconomia de comunidades ribeirinhas no estuário do rio Amazonas", liderado pela pesquisadora Ana Cláudia Lira Guedes, da Embrapa Amapá, foi aprovado pelo edital de seleção pública do Banco da Amazônia (Basa) para receber financiamento de custeio das atividades de campo e de laboratório.

De acordo com Ana Cláudia, o objetivo da proposta aprovada é implementar e validar práticas de manejo relacionadas à intensidade de coleta de sementes (para extração de óleo) de andirobeiras e pracaxizeiros, a fim de manter a conservação das duas espécies em floresta de várzea estuarina. “Além disso, tem o objetivo de auxiliar no desenvolvimento comunitário, por meio do fortalecimento do protagonismo feminino e agregação de valor na extração e comercialização dos óleos de andiroba e de pracaxi”, acrescentou a pesquisadora.

O estudo será realizado na comunidade São José do Rio Maniva, representada pela Associação de Desenvolvimento Intercomunitário do Rios Corredor, Furo dos Chagas, Maniva e Cutias, situada em uma ilha do Estuário Amazônico (ponto de encontro entre o rio e o mar, nos estados do Amapá e Pará). O acesso à comunidade é feito pelo rio Matapi, com um tempo aproximado de 30 minutos em embarcação tipo "voadeira", saindo do município de Santana (AP).  

Além de Ana Cláudia Lira Guedes, compõem a equipe do projeto Aline Furtado, analista da Embrapa e mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação; Dulcivânia Freitas, analista de comunicação da Embrapa; Marcelino Guedes, pesquisador da Embrapa; Paulo Cardoso da Silva, engenheiro florestal e bolsista de IC do CNPq na Embrapa; e Adjalma Souza, assistente da Embrapa. O edital selecionou projetos para receber apoio financeiro ao desenvolvimento de pesquisas e de transferência tecnológica, conduzidos por pesquisadores de instituições de ensino superior, ciência, tecnologia e inovação da região amazônica.

 

Dulcivânia Freitas (DRT-PB 1.063/96)


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